Último Quarto da Lua: excesso mental e cansaço emocional

O fim do ciclo Carneiro–Escorpião

Este último quarto da Lua começa ainda com o eco emocional de tudo aquilo que o ciclo Carneiro–Escorpião nos trouxe nas últimas semanas.

E talvez essa seja a primeira coisa importante a compreender: ainda não estamos no novo ciclo lunar.

Estamos muito perto dele. Conseguimos quase senti-lo.

Há já uma parte de nós a olhar para a frente, a querer reorganizar-se, a querer começar de novo, a querer simplificar certas coisas, a querer respirar de outra maneira.

Mas este quarto da Lua não é ainda sobre começar.

É sobre terminar.

Sobre perceber aquilo que este ciclo realmente mexeu dentro de nós.

Porque o ciclo Carneiro–Escorpião foi intenso.

Carneiro trouxe impulso, reacção, vontade de agir, necessidade de afirmação, desejo de movimento, vontade de resolver rapidamente aquilo que incomodava.

Mas Escorpião obrigou-nos a olhar para aquilo que estava emocionalmente por trás dessa urgência:
os medos,
as tensões emocionais,
os ressentimentos,
os excessos,
as fixações,
o desgaste,
as emoções difíceis de admitir,
e sobretudo aquilo que já não conseguíamos continuar a controlar da mesma forma.

Foi um ciclo muito reactivo.
Muito intenso.
Muito desgastante para o sistema nervoso.

Um ciclo que mostrou constantemente a tensão entre:
“eu quero avançar”
e
“emocionalmente isto mexe comigo muito mais do que eu gostaria de admitir”.


O significado emocional deste último quarto da Lua

Chegamos agora ao último quarto da Lua: a fase do ciclo lunar em que começamos lentamente a sair da intensidade e a entrar numa camada muito mais silenciosa do processo.

Mas silenciosa não significa leve.

Às vezes as fases mais silenciosas são precisamente aquelas em que mais coisas acontecem dentro de nós.

Neste momento, a Lua entra progressivamente numa tonalidade fleumática.
E isso altera profundamente a forma como o instinto se manifesta.

Na nossa abordagem, a fase da Lua mostra-nos a forma como o instinto natural se exterioriza:
como procuramos segurança,
como reagimos emocionalmente,
e como tentamos proteger o nosso equilíbrio interno.

A fleuma é muito diferente da melancolia que marcou o terceiro quarto lunar.

A melancolia endurece.
Fecha.
Controla.
Observa.
Racionaliza.
Tenta perceber.

A fleuma dissolve.

Amolece as defesas.
Torna-nos mais permeáveis ao ambiente.
Mais cansadas emocionalmente.
Mais impressionáveis.
Mais lentas.
Mais sensíveis ao excesso de ruído, de estímulo e de tensão emocional.

É uma tonalidade profundamente ligada à água, à absorção e ao ambiente emocional.

E talvez por isso estes últimos dias tenham trazido uma sensação tão estranha a tanta gente.

Como se o sistema estivesse cansado.

Não necessariamente triste.
Nem necessariamente deprimido.

Mas cansado.

Cansado de sustentar tensão.
Cansado de pensar demais.
Cansado de reagir constantemente.
Cansado de tentar manter tudo organizado cá dentro.


Lua em Aquário, Lua em Peixes e a sensação de saturação emocional

O último quarto começou ainda com a Lua em Aquário.

E isso é importante porque Aquário é um signo saturnino:
observa primeiro,
distancia-se primeiro,
tenta compreender antes de mergulhar emocionalmente.

Por isso, os primeiros dias deste quarto ainda trouxeram muita necessidade de espaço:
“preciso de me afastar um bocadinho”
“não consigo lidar com demasiado ruído emocional”
“preciso de silêncio”.

Mas ao mesmo tempo alguma coisa começava lentamente a desfazer-se por dentro.

E isso torna-se muito evidente quando a Lua entra em Peixes.

Porque Peixes dissolve limites.
Mistura sensações.
Amplifica o ambiente emocional.

E como a Lua entra aqui já numa tonalidade fleumática, a sensibilidade aumenta muito.

Talvez por isso tanta gente esteja a sentir:
mais cansaço,
mais saturação emocional,
mais dificuldade em perceber exactamente aquilo que sente,
ou simplesmente uma necessidade enorme de silêncio.

Como se o sistema estivesse desesperadamente a tentar reduzir ruído interno.


Mercúrio combusto em Touro: excesso mental e necessidade de simplificar

Mercúrio torna-se uma peça central deste processo.

Porque Mercúrio acabou de entrar em Touro.
E Touro quer simplificar.

Quer estabilidade.
Quer previsibilidade.
Quer aquilo que é concreto, seguro e sustentável.

Mas Mercúrio encontra-se combusto.

E isto é extremamente importante para perceber o ambiente mental destes dias.

Mercúrio combusto perde clareza.
Fica saturado.
Sobrecarregado.

A mente deixa de conseguir organizar totalmente aquilo que está a acontecer emocionalmente.

Então podemos sentir:
excesso de pensamento,
ruminação,
cansaço intelectual,
dificuldade em desligar,
confusão emocional,
ou até dificuldade em distinguir aquilo que é percepção interna… daquilo que estamos simplesmente a absorver do ambiente.

E isto encaixa perfeitamente na fleuma.

Porque a fleuma absorve muito.
Mas nem sempre filtra.

Nem sempre delimita.
Nem sempre percebe imediatamente o que vem de dentro… e o que vem de fora.

Talvez por isso exista neste momento uma necessidade tão grande de:
menos redes,
menos ruído,
menos pessoas,
menos estímulo,
menos excesso.

Como se o sistema estivesse simplesmente a tentar recuperar espaço interno.


O sextil entre Mercúrio e Júpiter: compreensão ou exagero emocional?

A meio da semana, Mercúrio faz sextil a Júpiter.

Este aspecto pode trazer:
conversas importantes,
insights,
necessidade de verbalizar aquilo que sentimos,
ou sensação de finalmente percebermos alguma coisa.

Mas há um detalhe importante:
Mercúrio continua combusto.

Ou seja, nem toda a clareza destes dias será necessariamente definitiva.

Júpiter amplia.
Amplifica percepção.
Amplifica interpretação.
Amplifica discurso.

Então este aspecto pode tanto trazer compreensão verdadeira…
como exagero emocional.

Pode surgir a sensação de que finalmente encontrámos a resposta para tudo…
quando o processo ainda está a decorrer.


O ultimo quarto da lua em Carneiro: vontade de agir versus cansaço emocional

Na quarta-feira à noite, a Lua entra neste ultimo quarto da lua, no primeiro signo do zodiaco: Carneiro.
E aqui o ambiente muda novamente.

Porque Carneiro quer mexer-se.
Quer reagir.
Quer resolver.
Quer sair rapidamente do desconforto.

Mas a Lua continua fleumática.

E isso cria uma sensação profundamente contraditória:
uma parte de nós quer agir…
mas outra continua emocionalmente cansada.

Quinta-feira pode ser um dos dias mais tensos desta fase final do ciclo.

A conjunção da Lua a Saturno pode trazer:
frustração,
peso emocional,
sensação de bloqueio,
irritação,
ou cansaço profundo em relação a determinadas situações.

Mais tarde, a conjunção da Lua a Marte aumenta ainda mais a reactividade.

Pode haver:
impaciência,
saturação,
vontade de cortar,
respostas impulsivas,
ou necessidade muito forte de sair rapidamente de algo emocionalmente desgastante.

Mas o ciclo ainda não terminou.

E isso é importante.

Porque muitas vezes, no final dos ciclos, confundimos saturação com clareza.

Às vezes não queremos realmente sair.
Queremos apenas deixar de estar cansadas.


A entrada da Lua em Touro e o início de um novo ciclo lunar

Só na sexta-feira, quando a Lua entra em Touro — signo da sua exaltação — começamos finalmente a sentir algum abrandamento interno.

Como se o sistema regressasse lentamente ao corpo.

Menos ruído mental.
Menos excesso emocional.
Menos necessidade de perceber tudo imediatamente.

Mais presença.
Mais simplicidade.
Mais silêncio.

E isso faz todo o sentido.

Porque no sábado teremos finalmente a Lua Nova em Touro:
o início de um ciclo completamente diferente deste.

Um ciclo mais lento.
Mais estável.
Mais concreto.
Mais ligado ao corpo, aos recursos, à construção e à simplicidade.


Moonbox: acompanhar emocionalmente o ciclo lunar, do ultimo quarto da lua ao inicio do ciclo luna

É precisamente por isso que neste momento já estou a preparar a nova Moonbox deste ciclo lunar 🌑

Porque a Moonbox nunca foi apenas “conteúdo astrológico”.

Ela existe para acompanhar emocionalmente o ciclo.
Para nos ajudar a atravessar cada fase da Lua com mais consciência, compreensão e integração.

Ao longo do mês lunar recebes:
✨ o ebook completo com a leitura astrológica do ciclo
✨ os áudios aprofundados das várias fases da Lua
✨ reflexões emocionais e energéticas
✨ orientações práticas
✨ e, nas modalidades físicas, elementos rituais e terapêuticos preparados para acompanhar o mês lunar.

Este mês, a Moonbox esteve excepcionalmente a ser partilhada gratuitamente na Tribo da Lua — e muitas pessoas perceberam finalmente a profundidade deste trabalho.

Mas o próximo ciclo volta a ser reservado às subscritoras 🌑✨

Existem várias modalidades:
🌙 Moonbox Essencial — digital
🌙 Moonbox Intuitiva
🌙 Moonbox Ritual
🌙 Moonbox Terapêutica

A Moonbox Ritual poderá ser levantada presencialmente no atelier até sábado, antes da Lua Nova.

Porque talvez a grande questão neste momento não seja apenas:
“o que estou a sentir?”

Mas:
✨ “como quero atravessar o próximo ciclo?”


A carta “De Livre Vontade” e a dificuldade em largar controlo

Há qualquer coisa profundamente simbólica no facto de, precisamente neste último quarto do ciclo Carneiro–Escorpião, ter surgido a última carta do baralho:
a carta número quarenta e nove.

✨ “De Livre Vontade”.

À primeira vista pode parecer uma carta de desistência.
De passividade.
De resignação.

Mas na verdade esta carta fala-nos de uma aprendizagem muito mais subtil:
a capacidade de largar a necessidade de controlar a forma exacta como a vida tem de acontecer.

E isso torna-se profundamente importante dentro do contexto astrológico que estamos a viver.

Porque este foi um ciclo muito ligado:
ao desejo,
ao impulso,
à vontade,
à necessidade de agir,
à tentativa de antecipar resultados,
e sobretudo à necessidade visceral de perceber:
“para onde isto vai?”

Carneiro quer avançar.
Escorpião quer proteger emocionalmente aquilo que sente.

E ao longo deste ciclo muitas pessoas oscilaram precisamente entre estas duas forças:
uma necessidade intensa de agir…
e uma necessidade igualmente intensa de proteger emocionalmente aquilo que desejam.

Só que o último quarto da Lua não é uma fase de conquista.

É uma fase de digestão.
De percepção.
De entrega.

E esta carta encaixa aqui de uma forma quase desconfortavelmente exacta.

Porque “De Livre Vontade” não fala de desistir do desejo.

Fala de largar o apego à forma.

Largar o apego:
ao timing,
ao resultado exacto,
à resposta concreta,
ao desfecho específico,
ou à necessidade de controlar exactamente como as coisas têm de acontecer.


Largar controlo não é desistir

Quando desejamos muito alguma coisa existe uma tendência natural para:
antecipar,
controlar,
pressionar,
interpretar sinais,
tentar perceber,
tentar garantir,
ou tentar conduzir emocionalmente o processo.

Mas esta carta pergunta-nos:
👉 e se neste momento a tua maior aprendizagem não for agir mais…
mas sim parar de apertar tanto aquilo que estás a tentar segurar?

A imagem do dente-de-leão é profundamente bonita para este último quarto da Lua.

As sementes estão prontas para serem levadas pelo vento.

E isso é importante.

Porque o dente-de-leão não desiste da flor.
Ele compreende que a continuidade da vida depende precisamente da capacidade de largar.

Existe uma inteligência muito profunda nesta carta:
a percepção de que nem tudo aquilo que é verdadeiro pode ser controlado.

E talvez seja exactamente isso que este último quarto esteja a tentar mostrar:
a diferença entre insistir… e sustentar.
Entre controlar… e confiar.
Entre agir por alinhamento… e agir por ansiedade.


O óleo essencial de limão para excesso mental e cansaço emocional do último quarto da lua

O óleo essencial escolhido para acompanhar este último quarto do ciclo Carneiro–Escorpião foi precisamente o óleo essencial de limão.

À primeira vista pode parecer uma escolha simples.
Quase demasiado simples para um quarto lunar tão emocionalmente complexo.

Mas quanto mais observo este momento astrológico… mais sentido o limão faz.

Porque este quarto da Lua não parece precisar de mais profundidade.
Nem de mais intensidade emocional.
Nem sequer de mais análise.

Parece precisar de espaço.
De ar.
De clareza.
De limpeza interna.

Ao longo destes dias temos vindo a atravessar uma combinação muito específica:
Lua fleumática,
Mercúrio combusto em Touro,
saturação mental,
excesso de processamento emocional,
dificuldade em distinguir aquilo que sentimos daquilo que absorvemos,
e uma sensação constante de ruído interno.

E o limão trabalha precisamente aí.

O óleo essencial de limão — Citrus limon — é obtido através da prensagem a frio da casca do fruto.

Quimicamente é extremamente rico em limoneno, um monoterpeno conhecido pela sua acção:
purificante,
estimulante do sistema nervoso,
tonificante emocional,
e clarificadora do ponto de vista mental.

Mas aquilo que mais me interessa no limão não é apenas a química.

É a inteligência emocional do óleo.

Porque o limão não invade.
Não empurra.
Não obriga.

O limão ilumina.
Abre espaço.

É um óleo que ajuda o sistema a voltar lentamente à simplicidade.


Como usar óleo essencial de limão neste final de ciclo lunar

O limão ajuda precisamente a quebrar estagnação mental e emocional.

É como abrir as janelas de uma divisão que esteve demasiado tempo fechada.

E isso faz muito sentido num quarto lunar que nos pede libertação.

Na prática, este é um óleo maravilhoso para:
✨ difusão em casa ao final da tarde quando sentimos saturação mental
✨ sprays ambientais para limpar energeticamente o espaço
✨ momentos de trabalho ou estudo em que a mente parece demasiado carregada
✨ devolver leveza emocional à casa depois de dias mais intensos.

Gosto particularmente dele:
misturado com alecrim ou hortelã para clareza mental,
ou com lavanda quando existe simultaneamente ansiedade e saturação emocional.

Também pode ser interessante em uso corporal — sempre correctamente diluído num óleo vegetal — sobretudo:
na zona do peito,
plexo solar,
nuca,
ou pulsos.

Mas existe aqui um detalhe importante:
👉 o óleo essencial de limão é fotossensibilizante.

Ou seja:
não deve ser aplicado na pele antes da exposição solar directa.

Do ponto de vista clínico, existem hoje vários estudos interessantes sobre o potencial do limão:
na redução de fadiga mental,
no aumento de atenção e clareza cognitiva,
na modulação do humor,
e até na diminuição de marcadores fisiológicos associados ao stress.

E honestamente… isso faz todo o sentido quando observamos a experiência do próprio óleo no corpo.

Porque há óleos que aprofundam.
Há óleos que aquecem.
Há óleos que confrontam.

Mas o limão parece fazer uma coisa diferente:
👉 lembra-nos de respirar outra vez.


Atelier de Óleos Essenciais em Rio Maior

Talvez seja exactamente isso que este último quarto esteja a pedir:
menos aperto,
menos controlo,
menos excesso,
mais espaço,
mais ar,
mais leveza.

Mais disponibilidade para deixar o ciclo terminar… sem continuarmos emocionalmente agarradas àquilo que ele já está lentamente a tentar levar embora.

E talvez seja precisamente por isso que, no dia 6 de Junho, vou facilitar um novo Atelier de Iniciação aos Óleos Essenciais no Espaço Cazimi, em Rio Maior 🌿✨

Neste atelier vamos trabalhar:
✨ bases seguras da aromaterapia
✨ propriedades emocionais e energéticas dos óleos essenciais
✨ formas práticas de utilização no dia-a-dia
✨ criação de sinergias
✨ e a relação entre astrologia, emoção e aromaterapia.

Porque muitas vezes aquilo que o sistema precisa… não é de mais esforço.

É de apoio.
De espaço.
De regulação.
De respiração.

E talvez seja precisamente isso que este limão nos esteja a lembrar neste final de ciclo:
✨ que às vezes a transformação começa no momento em que deixamos finalmente entrar ar dentro de nós outra vez.

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